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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Colossenses: AULA 12– Cap. 4.2-6: Intercessão e testemunho


2 Perseverai na oração, vigiando com ações de graças.


Perseverança: ideia de continuidade, pois surgirão diversos obstáculos que dificultarão tal tarefa.

Oração: sua definição mais singela é a forma como falamos com Deus (ainda que sem palavras), expressando comunhão.

Vigiando: a ideia é de estar alerta, atento a todos os acontecimentos, e fazer de todos eles motivos de oração. Orar por um milagre, como Ana; orar pela família, como Jó; orar por livramento, como Davi; orar pelos irmãos, como Paulo. Além disso, deve-se orar pela nação, por melhores dons, pela volta do Senhor, por capacitação, entre muitas outras coisas.

Ações de graças: a oração também tem que trazer a confiança de que será atendida. E diante disso, o cristão sabe que sua vida é um dom, e tem o coração em constante agradecimento.


3 Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado;

Súplica, ao mesmo tempo, também por nós: orar com bastante rogo, insistência, intensidade. Ou seja, Paulo coloca-se a si e os seus como incluídos em todos os motivos de oração da comunidade.

Para que Deus nos abra porta à palavra: veja que Paulo não pede que sejam abertas as portas da prisão onde se encontra, mas que seja dada oportunidade para ele pregar ainda mais. Não é a primeira vez que ele quer pregar em uma situação de prisão. Paulo pouco se importa com sua própria vida; se importa mais que o evangelho seja anunciado. Ele reconhece que é o próprio Deus que cria oportunidades para que a Palavra seja anunciada!

A fim de que falemos do mistério de Cristo: o Senhor é o assunto do apóstolo Paulo, qual seja, o Cristo. Mistério, porém, agora revelado. Muito provavelmente Paulo discorreria desde os tempos da lei de Moisés, passando pelos salmos e profetas, demonstrando que Jesus era o Cristo. Mesmo àqueles que não fossem versados no antigo testamento, Paulo argumentaria a ponto de chegar à Jesus. Falar acerca do Cristo, sua vida e obra, era o motivo da existência de Paulo.

4 para que eu o manifeste, como devo fazer.

Paulo pede sabedoria a fim de que manifeste o Cristo, ou seja, que faça com que ele, o Senhor, seja compreendido na mente de seus ouvintes. Paulo pede oração para que saiba “como deve fazer”, ou seja, como deve falar a fim de fazer com que o mistério de Cristo seja compreendido. A ideia envolvida não é que ele somente diga a verdade, mas O MODO como ele irá dizer a verdade. Muitas vezes, mesmo falando o que é correto, corremos o risco de fazer mais mal do que bem. Por isso, não somente devemos FALAR corretamente acerca do evangelho, mas também falar de um MODO CORRETO, apropriado, para cada ocasião, e esse dom vem de Deus.

5 Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades.

Portar-se com sabedoria é não agir de forma tola, displicente, sujeita à desaprovação por motivos incorretos.

Para os que são de fora: entende-se, os que ainda não fazem parte do círculo dos fiéis.

Aproveitai as oportunidades: há algumas ideias envolvidas: a) aproveitar ao máximo cada oportunidade que surgir; b) criar as oportunidades para que sejam aproveitadas. Mas essas oportunidades devem servir para que? Para compartilhar o evangelho!


6 A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.

Ou seja, assim como Paulo pediu sabedoria a fim de que modo falar, também determina que a fala dos seus leitores seja sempre agradável. Ou seja, a melhor e maior forma de ser agradável é a de falar a verdade em amor. Uma pessoa moralista (que quer sempre dar lição de moral), ou o famoso “dono da verdade”, ou que sempre “aplica um sermão” ao seu ouvinte, não dando espaço para que o outro se manifeste, ou alguém que fala em tom de voz desnecessariamente destoante, entre outras coisas, é alguém bem desagradável, e presta um desserviço ao evangelho.

“Temperada com sal”: é uma forma de dizer que a palavra é agradável, pois “temperada”. Não é uma linguagem sem sabor, sem gosto, desinteressante como um alimento destemperado.

“Para saber como responder a cada um”: é possível que a ideia envolvida é que a medida que o cristão compartilha o evangelho, com sabedoria, e de modo agradável, isso irá suscitar dúvidas nos ouvintes. E os fiéis devem estar preparados para responder bem a cada um que perguntar. Para responder bem, há pelo algumas coisas que o cristão deve fazer: a) saber ouvir a pergunta que lhe está sendo dita; b) ter conhecimento da Palavra; c) estar sensível à direção do Senhor, daí a necessidade de constante oração.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu



"Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" é o terceiro pedido que fazemos na oração que nosso Senhor nos ensinou.

Ao assim orarmos, pedimos que seja feia a vontade de Deus em nossas vidas. Mas que vontade é essa?

Há uma vontade oculta em Deus, que diz respeito aos seus desígnios, que independem do nosso desejo para que se cumpram, como por exemplo, o fato d'Ele ter enviado o seu Filho ao mundo. Não dependia de nós desejarmos ou não, pedir ou não, o Pai iria mandar o seu Filho, bem como o Filho retornará mais uma vez. Embora isso faça parte da vontade soberana de Deus, não significa que não podemos ansiar por ela.

Além do que também há aspectos da vontade divina que se cumprirão em nossas vidas, e nessa oração expressamos nossa conformidade a ela, como por exemplo, dificuldades que o Senhor permite ou determina em nossas vidas.

Entretanto, é bem mais possível que a oração diga respeito à vontade moral de Deus, sendo cumpria espontaneamente na terra assim como ela é cumprida no céu. O cumprimento dos mandamentos, como o de amar como Cristo amou, se realizando em nosso meio.

Mas alguém pode perguntar: se diz respeito à vontade moral de Deus sendo cumprida na terra, isso não deveria vir em formato de oração à Deus, mas sim em exortação aos homens.

Sim, é verdade. Tais exortações devem existir. Mas o modo como o Senhor nos ensina a orar não deixa de ser também uma certa exortação aos orantes, no sentido de que devem viver aquilo que estão pedindo. E assim, o Senhor concederá ainda maior graça para que se possa viver o cumprimento de tal vontade.

E assim também se complementa o pedido para que "venha a nós, o teu reino". Afinal, no reino, a vontade de Deus é plena e voluntariamente cumprida, pois o reino é "paz, justiça e alegria no Espírito Santo".

Que possamos a cada dia ansiar pelo cumprimento da vontade de Deus em nós e no mundo!

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Venha a nós o teu reino (Mateus 6.10)


Venha o teu reino



Geralmente nós trabalhamos com a perspectiva de um dia irmos para o reino dos céus, o reino de Deus.

Entretanto, neste oração, Jesus nos ensina a pedir pela vindo do reino até nós.

Muito foi escrito e dito acerca do que seria o reino de Deus (ou dos céus), que dariam livros e livros.

Fato é que nós não temos uma ideia totalmente clara do que seria, de modo que só podemos conjecturar.

De todo modo, reino é o lugar onde um rei reina. Nessa oração, consideramos que o Pai é o rei. Reino é o lugar onde a vontade do rei é feita (que será efetivamente o próximo pedido da oração).

Alguns dizem que os antigos (talvez o próprio Jesus) entendiam que o reino era uma realidade que de repente irromperia na existência humana. Apareceria assim, "do nada", e Deus passaria a reinar sobre toda a face da terra. Haveria vingança contra os inimigos, e a paz seria estabelecida, de um modo ou de outro.

Outros entendem que o reino de Deus é uma realidade moral, que se espalha, pessoa a pessoa, pela vida, pelo exemplo, e pelo ensinamento. Um reino de amor, ensinado de pessoa para pessoa. Enquanto expressão de uma vida verdadeiramente evangélica, Paulo chegou a dizer que "o reino não é comida, nem bebida, mas paz, justiça e alegria no Espírito" (Romanos 17.14). 

Em certo sentido, o reino já chegou e passou por nós. Quando Jesus disse que expulsava demônios pelo dedo de Deus, disse que o reino de Deus era chegado (Lucas 11.20). Ou seja, nesse sentido o reino já veio e que estava no meio do povo (Lucas 17.20-21). Mas ao ler o já mencionado Paulo, vemos que o reino é uma realidade presente, pois se encontra onde houver paz, justiça e alegria no Espírito. Entretanto, nessa oração, Jesus nos ensina a pedir por um reino porvir. Ou seja, o reino já veio, ele está aqui, mas também está por vir!

Assim sendo, nessa oração, eu realmente peço por um reino porvir, entretanto, também eu me coloco como alguém que precisa ser diariamente conquistado para o reino, e também me coloco como agente desse reino, como um embaixador, a fim de levar os valores do reino por onde eu passar.

Alguém já disse. O reino de Deus é onde for realizada a vontade de Deus, de forma voluntária e perfeita. É portanto isso que devemos procurar viver, e é isso que devemos ensinar, e orar para que tudo isso possa se consumar, em nós e através de nós.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Oração do Pai nosso: pedidos voltados às necessidades humanas

Santificado seja o teu nome


Após a invocação (Pai nosso que está nos céus), a oração que Jesus nos ensinou se concentra primeiramente em três pedidos em relação a Deus: 1 – Santificado seja o teu nome; 2 – Venha a nós o teu reino; 3 – Seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. Vejam que são todos pedidos em relação a Deus e sua glória. Por enquanto, não pedimos nada em relação a nós mesmos. Meditemos no primeiro desses pedidos:

“Santificado seja o teu nome”

O nome do Senhor já é santo, e Ele já é adorado nos céus. Minha oração não faz com que tal nome se torne mais santo. Daí dizer que o nome de Deus é santo é expressar o profundo desejo que Ele seja reverenciado, adorado, e considerado cada vez mais santo por cada um de nós.

O que é interessante é que a oração não começa com os nossos pedidos, mas sim com a adoração ao Pai. Assim devem ser todas as nossas orações, cultos, etc. Ele é o centro do culto e importa adorá-lo em espírito e em verdade.

Nome aqui, neste contexto, significa tudo o quanto a pessoa é. Jesus nos ensinou a chama-lo de Pai. Mas Pai não é um nome, é um atributo divino. Nas Escrituras Sagradas, Ele se revelou com muitos atributos que acabaram sendo tratados como nomes, como por exemplo: Elohim – Poderoso, Forte; El-Shaddai – Deus todo poderoso; Adonai – Mestre; Yahweh – auto-existente; Yahweh Jireh – O Senhor Proverá; Yahweh-rapha – O Senhor cura; Yahweh-nissi – O Senhor é a nossa bandeira; Yahweh-shalow – O Senhor é a nossa paz; Yahweh-ra-ah – O Senhor é o nosso Pastor; Yahweh-tsidhenu – O Senhor é a nossa Justiça; Yahweh-shammah – O Senhor está presente; entre muitos outros. Além disso, há também outros atributos divinos: Deus é salvador; Deus é zeloso; Deus é justo; Deus é santo; Deus é fogo consumidor; Deus é amor!

Esses “nomes” divinos foram sendo revelados a medida que o Senhor realizava algum ato em meio ao seu povo. Esse conhecimento não veio por meio de um estudo acadêmico. Veio pela experiência de um povo com o sagrado. Veio por revelação histórica, de modo que alguém certa vez escreveu que Deus é “acontecimento”, é “ocorrência”, é “revelação”. Em Israel, pensar em Deus não era fruto da especulação filosófica, mas de acontecimento histórico, de experiência.

Então, quando nós dizemos “santificado seja o teu NOME”, quando pensamos em um NOME para Deus, estamos fazendo reverência a todos esses atributos. Quando pensamos em Pai, pensamos em tudo isso e muito mais do que nossa mente possa alcançar.

Recapitulando, aprendemos que na oração do Pai nosso, começamos invocando-o, chamando-o de Pai, o que revela proximidade. Quando dizemos “nosso”, significa que somos uma comunidade de irmãos em que Jesus expande sua filiação divina. Quando dizemos “que está nos céus”, revela transcendência divina e autoridade.

Quando dizemos “Santificado seja o teu nome”, aprendemos que o nosso primeiro pedido tem que ser em relação à glória de Deus, e não a nós mesmos, pois fomos criados para sua glória e seu louvor. A glória divina é a felicidade humana.

Que possamos glorificar ao Senhor com nossas vidas, e trabalhar para que seu Nome seja glorificado cada vez mais!

Se você quiser ler a primeira meditação que fizemos acerca deste tema, basta clicar aqui.

sábado, 8 de julho de 2017

Pai nosso que está nos céus

Jesus nos ensinou a chamar a Deus de Pai.

Entretanto, somente Ele, Jesus, é o Filho Unigênito de Deus. O único gerado eternamente no Pai.  Ele é o Filho com "F" maiúsculo, por assim dizer. Jesus estende então a paternidade divina de seu Pai para conosco, e se torna, portanto, nosso Senhor, mas também nosso irmão. É como se estivéssemos órfãos, e, em Cristo, passássemos a ser filhos por adoção (Gálatas 4.5).

Daí, precisamos entender que ter a Deus por Pai não é uma condição natural do ser humano, mas sim um privilégio que o Senhor estende para com aqueles que O acolhem (Leia João 1.12).

Ter a Deus por Pai significa que n'Ele temos a fonte de toda vida, de todo amor, de toda alegria. Ele é a base de nosso Ser. É d'Ele que temos toda provisão para a nossa verdadeira vida.

E ele não é somente o meu Pai, mas  também do meu irmão, por isso, é "nosso". Ele se deu inteiramente por cada um de nós, e nos deu o melhor de Si, que foi seu Filho. Se o Pai é nosso, significa que somos uma comunidade de irmãos. Por isso precisamos nos esforçar para que a cada dia vivamos, cada vez mais em comunidade, a realidade do Reino. Ninguém no Reino é solitário.

E Ele "está no céu". Profundo paradoxo. Tê-lo por Pai, significa que Ele é próximo. Mas que "está no céu", significa que é transcendente, ou seja, está para além da nossa realidade. Isso dá um profundo equilíbrio entre sua proximidade e sua transcendência. Acredito que é somente assim que temos um relacionamento correto com Ele. Nem próximo ao ponto de banalizar o relacionamento, mas também nem tão distante a ponto de não alcança-lo. Alguém já disse certa vez que Ele é o Totalmente Outro mais próximo de mim mesmo do que eu sou. E é assim que deve ser. Sua transcendência também é um alerta contra toda forma de idolatria, pois nada há no mundo que possua em perfeição todos os atributos que são d"Ele!

Assim sendo, a cada dia, devo me esforçar para aprofundar esse relacionamento com o Pai, por meio da oração. Mas também devo me esforçar para viver em comunidade, por reconhecer que faço parte de uma irmandade que está debaixo da mesma paternidade divina. E se Ele está no céu, recuso-me a reconhecer nesta vida qualquer coisa que reivindique se assemelhar a Ele e querer algum tipo de adoração para si.




Oração do Pai nosso
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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Vigiai por todos os santos


"... vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos" (Efésios 6.18b)


Vivemos no meio de uma batalha espiritual.

Uma batalha pela mente das pessoas.


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Jesus chorou por Jerusalém

Jesus chorou

“Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou” (Lucas 19.41).

Jesus estava entrando em Jerusalém e sendo recebido com uma verdadeira festa pelos discípulos e pelas multidões. Cuidava-se da sua entrada triunfal naquela cidade. Ocasião em que muitos comemoram como o Domingo de Ramos.


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